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Cidades

Da espera à IA: quando a automedicação parece a solução mais rápida

A demora no atendimento, o alto custo das consultas e a influência da internet e da inteligência artificial têm levado muitas pessoas a recorrerem a medicamentos sem orientação profissional, tornando a automedicação uma prática cada vez mais comum.
Imagem: Reprodução da Internet

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A automedicação continua sendo uma prática frequente entre os brasileiros e é motivada por diversos fatores, entre eles a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, a demora no atendimento, o alto custo das consultas médicas e a busca por alívio imediato dos sintomas. Embora seja vista por muitos como uma solução rápida, especialistas alertam que o uso de medicamentos sem orientação profissional pode mascarar doenças, retardar diagnósticos e agravar problemas de saúde.

Para compreender os motivos que levam a essa prática, a reportagem entrevistou uma dona de casa, identificada pelo pseudônimo Maria, e a farmacêutica Joyciele Gomes.

Na percepção de ambas, a dificuldade para conseguir atendimento médico é um dos principais fatores que impulsionam a automedicação. Maria afirma que “se fosse mais fácil conseguir consultas e exames, eu procuraria um médico logo no início dos sintomas, em vez de tentar resolver o problema por conta própria”. A farmacêutica reforça essa avaliação ao explicar que “os principais fatores são a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o custo das consultas e a demora no atendimento”.

Outro aspecto que influencia esse comportamento é a facilidade de acesso à informação por meio da internet e das ferramentas de inteligência artificial. Maria conta que essas plataformas fazem parte da sua rotina quando surgem sintomas. “Sempre que começo a sentir algum sintoma, pesquiso na internet e também utilizo ferramentas de inteligência artificial para entender melhor o que pode estar acontecendo. Costumo comparar informações, entender possíveis causas e identificar sinais de alerta”, relata.

Embora reconheça o potencial dessas tecnologias para ampliar o acesso à informação, Joyciele ressalta que elas não substituem a avaliação profissional. Segundo a farmacêutica, “a internet e a inteligência artificial facilitam o acesso à informação e podem contribuir para a educação em saúde. No entanto, quando utilizadas sem senso crítico, podem estimular o autodiagnóstico e a automedicação. As redes sociais também favorecem a disseminação de recomendações sem embasamento científico, muitas vezes feitas por pessoas sem formação na área da saúde”.

Além da influência da tecnologia, a facilidade para adquirir medicamentos sem grandes obstáculos também contribui para que a automedicação continue sendo um hábito comum entre a população. A combinação entre acesso rápido aos medicamentos e informações.

Por: Geisa Lopes, Karolina Souza, Flávio Ribeiro e Nilza Ferreira. Alunos do curso Jornalismo + IA do projeto De Olho no Futuro, sob orientação da professora Daniela Marques.