Quem procura roupas, calçados, bolsas e acessórios por preços acessíveis encontra no bazar da Praça da Fé, na QNP 36 do P Sul, uma opção para economizar e consumir de forma consciente. Realizado todos os sábados, durante todo o dia, o espaço reúne diversos vendedores, atrai moradores da região e visitantes e se consolidou, ao longo de oito anos, como um importante ponto de geração de renda e incentivo à economia circular.
A iniciativa foi criada pela comerciante Maria de Lourdes, que encontrou no bazar uma oportunidade de trabalho e transformou o espaço em sua principal fonte de renda. Segundo ela, a ideia surgiu durante caminhadas pela praça, quando percebeu que o local poderia ser utilizado para comercializar peças que estavam guardadas em casa.
“Eu tinha muitas coisas minhas e resolvi começar. Fui ocupando um cantinho da praça e, aos poucos, outras pessoas foram chegando. Estamos aqui até hoje”, relata.
Com experiência anterior na realização de bazares, Maria de Lourdes iniciou as atividades sozinha. Com o passar do tempo, novos vendedores passaram a ocupar o espaço, formando um ambiente colaborativo que hoje atrai moradores da região e visitantes interessados em garimpar peças exclusivas por preços acessíveis.
Nas bancas é possível encontrar roupas femininas, masculinas e infantis, além de calçados, bolsas, bijuterias, acessórios e diversos outros produtos. A variedade de estilos e tamanhos atende diferentes públicos, oferecendo opções tanto para o dia a dia quanto para ocasiões especiais.
Entre os itens mais procurados, segundo a comerciante, estão roupas do segmento evangélico, calças masculinas, vestidos vintage e peças antigas, consideradas raras por muitos clientes.
Para Maria de Lourdes, um dos principais diferenciais do bazar é o espírito de cooperação entre os vendedores. Por funcionar em uma praça pública, cada expositor organiza seu espaço de forma independente, mantendo um ambiente de respeito e convivência.
Além de beneficiar quem procura renovar o guarda-roupa sem comprometer o orçamento, o bazar também contribui para práticas mais sustentáveis ao prolongar a vida útil de roupas e acessórios, reduzindo o desperdício e incentivando a economia circular.
Para a fundadora, no entanto, o significado do bazar vai além da sustentabilidade. O trabalho realizado no local representa sua principal fonte de sustento.
“Hoje eu vivo do que vendo aqui. Ainda não sou aposentada e não tenho outra fonte de renda. Graças a Deus, consigo me sustentar com o trabalho realizado no bazar”, afirma.
Ao longo dos últimos oito anos, o bazar da Praça da Fé consolidou-se como uma alternativa para quem deseja complementar a renda e para consumidores que valorizam preços acessíveis, peças exclusivas e o reaproveitamento de produtos. A iniciativa demonstra como empreendedorismo, geração de renda e consumo consciente podem caminhar juntos, fortalecendo a economia local e dando novos significados a um espaço público da comunidade.
Por: Geisa Lopes, Nilza Ferreira, Salete Sousa, Karolina Souza, Flávio Ribeiro, Ana Maria Danielly Batista e Veronica de Castro. Alunos do curso Jornalismo + IA do projeto De Olho no Futuro, sob orientação da professora Daniela Marques.